sábado, 26 de julho de 2014

O QUE É A POLÍTICA!

 Pela minha ótica um dos conceitos de política que mais está a alcance da compreensão universal é a "arte de governar para o bem comum.", ou seja, é prerrogativa de qualquer cidadão que conquiste uma vaga em cargos no executivo ou no legislativo, arregaçar as mangas e agir em busca de melhorias para a população em geral, independentemente  de essa população ter lhe elegido ou não. Isso porque o candidato que  conquista um  mandato se transforma em servidor público com todos as obrigações necessárias para trabalhar em prol do povo,  em defesa dos empreendimentos do Estado e, usando da mais nobre consciência, entendendo que cada centavo arrecadado ou investido sai dos bolsos de cada contribuinte, através do que impõe a carga tributária. Não é dever de nenhum político, por mais rico, abnegado e filantrópico que seja dispor de dinheiro do seu próprio bolso para investir em prol do coletivo. Não porque não queira, e sim  porque esses procedimentos são ilegais e tendem a promover  políticas que engradecem escancaradamente  o assistencialismo vicioso dando vida  a um inevitável divisor de águas entre a riqueza e a pobreza, em nome de uma pseudo-democracia.  Infelizmente vivemos em um contexto em que maioria dos cidadãos não é consciente disso e transforma este momento de efervescente conquista democrática em um verdadeiro balcão de negócios onde a barganha é um prato cheio para os candidatos inescrupulosos que só visam a conquista de um bom emprego e são  descomprometidos com os anseios da população. Não entendem eles que, só quem lucra com isso é o candidato que se elege às custas de cada voto computado, sem dar continuidade às ilusórias esperanças daquele humilde cidadão desinformado.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ELEIÇÕES - DISTINÇÃO ENTRE PARTIDOS DE DIREITA E DE ESQUERDA


 





  • A origem da ideologia é indiscutivelmente do seio da família. Cada instituição familiar se insere no contexto social carregando em sua bagagem o jeito íntimo de viver. Com o passar dos tempos, com a necessidade que todos os membros têm de transpor o muro da residência para a vida coletiva, as diferenças de ideias vão se manifestando atendendo as necessidades do que reivindica a maturidade. Faço essa alusão porque o que  denuncia a evolução das desavenças emanadas da internalização do EU, vão tomando rumo ignorado e envolve inevitavelmente o indivíduo no contexto político. Mas é oportuno que se diga que a prática política não é simplesmente a negociação entre eleitor e candidato, com a justificativa da troca de favores ou de ajudas pessoais não! Para isso se faz necessário o conhecimento das ideias dos partidos para descobrir se o candidato faz jus ao voto em questão. Em verdade, mesmo sem saber, o eleitor desprevenido acaba votando no partido que foi escolhido pelo candidato e visa a facilidade de conseguir uma vaga por conta da regulamentação do quociente eleitoral, sem perceber que a comodidade da migração de partido é amparada por lei. O que é uma prática extremamente questionável. Leia calmamente este conteúdo, reflita e tire suas conclusões, para não ser, mais uma vez, vítima do golpe do voto perdido.


    ESQUERDA

    Simpatia ao povo (antipatia à elite).

    Crença no povo.
    Liberal nos costumes (defende: união de gays, aborto, eutanásia, descriminalização de drogas, etc.).

    Estado intervencionista na economia (paternalismo estatal).

    Adoção (ou vontade de adotar) o socialismo.

    Simpatia à mudança (revolucionária).

    Rompimento com as tradições (progressista).

    Simpatia aos pobres marginalizados.

    Antipatia à autoridade.

    Primado da sociedade sobre o mercado.

    Poder de baixo (povo) para cima (autoridade estatal).

    Simpatia à igualdade.

    Privilegia a igualdade em detrimento da liberdade.

    Defende que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou abolidas (há desigualdades desnecessárias e indesejáveis).

    Simpatia aos mecanismos de distribuição de renda.

    Simpatia à igualdade.

    Descentralização do poder no povo.

    Indivíduo como uma parte da sociedade.

    Antipatia à competição predatória e a “seleção natural social” (a esquerda defende que se há piores estes devem ser ajudados para alcançar os melhores).

    Preocupação alta em manter o mínimo necessário aos carentes.

    Simpatia aos mecanismos de distribuição de renda.

    Simpatia à igualdade.

    Responde ao fenômeno da criminalidade com teorias justificadoras da violência, como por exemplo, a de que o crime nada mais é do que uma conseqüência da falta de oportunidades (o criminoso é criação da sociedade de mercado), etc.

    Seu aspecto extremo (totalitário) é o comunismo.

    Alguns representantes históricos de extrema-esquerda: Fidel Castro, Mao Tse Tung e Stálin.

    Defende uma legislação trabalhista mais protetora para os trabalhadores (mais garantista).

    Defende um sistema previdenciário mais benéfico ao indivíduo, ainda que em detrimento da saúde econômica.

    Simpatia aos operários (trabalhadores).

    Antipatia aos empresários.

    Simpatia às manifestações do povo.

    Sua degeneração é o anarquismo (opressão do povo sobre o indivíduo, opressão do indivíduo sobre o indivíduo e aniquilamento do Estado).

    Simpatia ao trabalho (antipatia ao capital).

    Grande pensador de esquerda: Karl Marx.

    Filósofo respeitado da esquerda: Jean Paul Sartre.

    Respeitada pensadora de esquerda no Brasil: Marilena Chauí.

    Partido político brasileiro que corresponde à esquerda: Partido dos Trabalhadores.

  • Partido político americano que corresponde à esquerda: Partido Democrata.

  • Político americano de esquerda: Barack Obama.

    Partido político português que corresponde à esquerda: Bloco de Esquerda – BE.

    Partido Político alemão que corresponde à esquerda: Sozialdemokratische Partei Deutschlands – SPD (Partido Social-Democrata da Alemanha).

    Acredita que a “sabedoria” está com o povo (o povo é sábio e a elite é ignorante).

    Crença popular sobre a esquerda: a esquerda é boa e intelectualizada.

    Antipatia às privatizações.

    Simpatia às estatizações.



    DIREITA

    Simpatia à elite (antipatia ao povo).

    Descrença no povo.

    Conservador nos costumes (combate: a união de gays, aborto, eutanásia, descriminalização de drogas, etc.).

    Estado não intervencionista na economia ou intervencionista mínimo (liberalismo econômico).

    Adoção (ou vontade de adotar) o capitalismo.

    Antipatia à mudança (reacionária).

    Defesa das tradições (conservadora).

    Antipatia aos pobres marginalizados.

    Simpatia à autoridade.

    Primado do mercado sobre a sociedade.

    Poder de cima (autoridade estatal) para baixo (povo).

    Antipatia à igualdade.

    Privilegia a liberdade em detrimento da igualdade.

    Defende que há desigualdades naturais ou inevitáveis (há desigualdades necessárias e desejáveis).

    Antipatia aos mecanismos de distribuição de renda.

    Simpatia à superioridade.

    Concentração do poder na autoridade (personificação da autoridade).

    Indivíduo como átomo isolado e independente da sociedade (individualismo).

    Simpatia à competição predatória e a “seleção natural social” (os melhores devem se sobrepor aos piores).

    Preocupação baixa ou nula de em manter o mínimo necessário aos pobres.

    Antipatia aos mecanismos de distribuição de renda.

    Simpatia à desigualdade.

    Responde ao fenômeno da criminalidade com o endurecimento das medidas coercitivas, como por exemplo, o aumento das penas, diminuição das garantias, diminuição da maioridade penal (o indivíduo é o único responsável por ser um criminoso) etc.

    Seu aspecto extremo (totalitário) é o fascismo (incluindo neste conceito o nazismo).

    Alguns representantes históricos de extrema-direita: Mussolini, Adolf Hitler e Francisco Franco.

    Defende uma legislação trabalhista mais flexível, ou seja, com menos garantias aos trabalhadores.

    Defende um sistema previdenciário mais benéfico à saúde econômica, ainda que em detrimento do indivíduo.

    Simpatia aos empresários.

    Antipatia aos operários (trabalhadores).

    Antipatia às manifestações do povo.

    Sua degeneração é o autoritarismo, ditadura (opressão do Estado sobre o indivíduo e sobre a sociedade).

    Simpatia ao capital (antipatia ao trabalho).

    Grande pensador de direita: Adam Smith.

    Filósofo respeitado da direita: Friedrich Wilhelm Nietzsche.
    .
    Partido político brasileiro que corresponde à direita: Democratas – DEM

    Político brasileiro de direita: Jair Bolsonaro .

    Partido político americano que corresponde à direita: Partido Republicano.

    Político americano de direita: John McCain.

    Partido político português que corresponde à direita: Centro Democrático Social / Partido Popular – CDS-PP.

    Partido Político alemão que corresponde à direita: Christlich-Demokratische Union – CDU (União Democrata-Cristã) [o NPD é de extrema-direita].

    Acredita que a “sabedoria” está com a elite (a elite é sábia e o povo é ignorante).

    Crença popular sobre a direita: a direita é má e ignorante.

    Simpatia às privatizações.

    Antipatia às estatizações.



    CENTRO

    É a posição equidistante entre a esquerda e a direita.

    É a posição moderada.

    É a posição que se situa equilibradamente entre a esquerda e a direita.

    Essa posição ora pode adotar um pensamento de esquerda (de forma moderada), ora de direita (de forma moderada).

    Alguns analistas dizem que o presidente Lula estaria aqui.



    CENTRO-ESQUERDA

    É a posição que está ao centro, mas pendendo à esquerda, mais próxima à esquerda.



    CENTRO-DIREITA

    É a posição que está ao centro, mas pendendo à direita, mais próxima à direita.




    DISTINÇÕES ENTRE “ESQUERDA” E “DIREITA”
    SEGUNDO NORBERTO BOBBIO


    ESQUERDA

    Considera mais o que os homens têm em comum do que aquilo que os diferencia.

    A igualdade é a regra.

    A desigualdade é a exceção.

    Qualquer forma de desigualdade deve ser justificada.

    A regra é a inclusão, salvo exceções.

    Todos contra poucos (os mais contra os menos).

    Direitos humanos fundamentais contra os bens de consumo e patrimoniais.

    Critérios da necessidade e do trabalho.



    DIREITA

    Dá maior relevância política ao que diferencia um homem
    do outro do que aquilo que os une.

    A desigualdade é a regra.

    A igualdade é a exceção.

    Qualquer forma de igualdade deve ser justificada.

    A regra é a exclusão, salvo exceções.

    Critérios de mérito e de posição social.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ELEIÇÕES - DICAS QUE PODEM AJUDAR O ELEITOR A FAZER A ESCOLHA CERTA

1. Não se baseiem em pesquisas porque elas apresentam constantes oscilações  na evolução numérica dos percentuais que ficam a mercê dos acontecimentos positivos e negativos na vida de cada candidato. Pesquisa não elege ninguém!
2. Se você entende que é obrigado a votar para não sofrer punições e desconhece a vida dos candidatos, é prudente assistir à propaganda gratuita, mas tenha muito cuidado para não se deixar levar pela emoção montada pelo marketing. Afinal esse é o seu papel, tentar conquistar (assediar) o eleitor, mexendo com sua sensibilidade.
3. A maioria das críticas e dos ataques são estratégias para desarticular o opositor e neutralizá-lo perante o eleitorado. Só considere essas picuinhas se acreditar na constatação de  evidências e sentir que tais procedimentos não são identificáveis com o cargo que ele ocupará. Político de verdade tem que ser transparente e ficha limpa.
 4. procure conhecer o passado do candidato. Caso ele responda a algum processo judicial por envolvimento em esquemas de corrupção ou outros crimes, fique atento. Se já houver condenações contra o candidato, isso pode ser um indício de que ele não é a pessoa mais indicada para exercer um cargo na cidade.
5. Avalie as propostas do candidato. Veja se elas são importantes para a cidade e se podem ser realizadas.

6. Se o candidato já tiver exercido algum mandato, observe se ele cumpriu as promessas que fez em campanhas anteriores. No caso de parlamentares, também é importante avaliar a importância das propostas que apresentaram, como votaram os projetos mais polêmico e se estiveram presente nas discussões


O CHARME E A BELEZA DO HINO NACIONAL

Muito me inquieta quando a instituição escola já não mais explora o estudo delineado do Hino Nacional, como se essa ação privilegiasse apenas a vida político-partidária da atualidade. E aqui guardo indeléveis recordações dos tempos em que fiz o meu curso primário no Ginásio Anchieta quando o mesmo era dirigido pelos padres salvatorianos. Todas as tardes éramos postos perfilados. Primeiro rezávamos as orações, em seguida cantávamos o hino, em capela. Ou seja, sem nenhum acompanhamento instrumental. Muitos anos depois cheguei a ser professor titular de Redação, Literatura e Gramática no Ensino  Médio daquela  queridíssima escola. Este é o tema do meu comentário de hoje, porque a execução do Hinos nos jogos da Copa me fizeram rebuscar muitas lembranças e abrir um leque de reflexões. Além do mais quero tecer crítica à falta de respeito dos organizadores da Fifa, em só apresentarem um resumido trecho desses impostantes símbolos nacionais. Mas o povo brasileiro presente insiste em continuar cantando sem a necessidade da famigerada orquestração. E aqui quero compartilhar incessantemente com meus compatriotas por esse  sentimento sincero de entusiasmo que tanto nos deixa envaidecido pelo reconhecimento do valor  da nossa Pátria, essa unidade orgânica formada pelo solo nacional e pelo povo que possui os mesmo ideais e sentimentos. Como a realização da Copa do Mundo é  um evento histórico e efêmero, sugiro que as escolas repensem na necessidade de ministrarem com mais denodo aulas que priorizem o estudo do Hino Nacional.

ESMIUÇANDO O HINO NACIONAL

Tão complicado como cantar sem esquecer a letra é tentar fazer uma análise gramatical do Hino Nacional. Grande parte dos termos essenciais, acessórios e integrantes são dispostos na ordem inversa. Se perguntarmos quem é o sujeito do primeiro verso, muitas pessoas  certamente entrarão "em parafuso" sem conseguirem descobrir. Vamos lá: "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas (serenas, tranquilas, sossegadas)". Muitos se arriscariam em classificá-lo de Indeterminado. Aqui é necessário colocá-lo na ordem direta: "As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante (estrondoso) de um povo heroico (enérgico)". Portanto estamos diante de um sujeito simples:  "As margens plácidas". A referência é  para as pessoas que se encontravam naquele lugar no momento do grito de D. Pedro I. E podemos designar "margens" como uma figura chamada prosopopeia ou personificação. Se encararmos pelo processo de substituição estaríamos diante de um caso de metonímia. Outro trecho a observar é "Do que a terra mais garrida (enfeitada) teus risonhos, lindos campos têm mais flores, ou seja, Teus risonhos lindos campos têm mais flores do que a terra mais garrida". "Dos filhos deste solo és mãe gentil". Isto é, "És mãe gentil dos filhos deste solo".  "Brasil de amor eterno seja símbolo o lábaro (pavilhão, bandeira) que ostentas estrelado", isto é, "Brasil, o lábaro estrelado que ostentas seja símbolo de amor eterno".
Pronto!
É Esta riqueza rebuscada de detalhes gramaticais e literários que agiganta a essência e a beleza deste tão consagrado Símbolo Nacional.

Boletim de rádio

O Governo Federal está avançando na luta contra o crack. Uma das estratégias de tratamento dos usuários é a ampliação do número de CAPSad nos estados e municípios. Hoje, a Rede de Assistência do SUS conta com 1.700 unidades em todo o país e até 2014 serão mais 175.

Para essa informação alcançar um número significativo de pessoas, o Ministério da Saúde disponibiliza áudio, em MP3, com as principais informações sobre o Plano Integrado de Enfrentamento ao uso de Crack e outras Drogas. Sua participação como multiplicador é essencial. Solicitamos que ouça e veicule gratuitamente em sua rádio o flash: clique e baixe o áudio.