domingo, 6 de setembro de 2009

Falar (Clóvis Galvão Meneses)

Pensando que pode falar sem aprender, o homem não fala, nem pensa, porque tanto a fala como o pensamento exigem conhecimento para se organizarem. O ser humano esquece sempre de ser. Esquece que precisa ter, ser, saber, poder, pensar, sentir, fazer... para falar. Ter - a possibilidade de falar melhor dentro de suas condições individuais.
Ser - isto é, sentir-se por dentro, colocar-se diante de si mesmo e de outros como uma realidade única e inconfundível, trazendo sua própria palavra, sua própria maneira de dizer.
Saber - isto é, ter digerido informações, transformando-as em conhecimentos e trazendo seu contingente pessoal, ainda que seja na forma de expressar o que compreendeu, olhar de um ângulo que é sempre novo para cada homem, por menor que seja essa "novidade". Tudo é novo sob o sol, ninguém é igual a cada instante que passa, nada é o mesmo a cada momento.
Poder - isto é, ter a oportunidade de construir a própria vida e condições que permitam o florescimento de sua personalidade em termos de benefício da coletividade.
Pensar - conseguir organizar seus pensamentos, plástica e dinamicamente, sabendo como pensar e, não somente, o que pensar.
Sentir - a si mesmo e aos outros. A vida é um diálogo permanente em que é preciso ter sensibilidade para o que estamos dizendo em relação a quem nos está ouvindo. Seja um único interlocutor, seja uma multidão.
Falar - é consequência, resultado. Existem homens com ênfase na ação, com ênfase na informação. Gente formada e gente apenas informada.
É preciso aprender a falar não na dimensão puramente mecânica, mas falar "sendo", "sabendo", "podendo", "pensando" e "sentindo".

Frases de celebridades

"A saudade não mata, mas martiriza um coração."
Leonardo da Vinci


"Aquele que não sabe repartir não sabe amar."
Schimitt

"Enquanto viveres, evite de julgar os seres pela aparência."
La Fontaine

"Se você cometer um erro, admita-o."
A.C. Jesus

"Quem responde com pressa raramente acerta."
Sabedoria Árabe

Um sábio nunca é precipitado na escolha das palavras."
Confúcio

"Na dúvida não diga nada, para não ter do que se arrepender."
A.C. Jesus

"Quanto mais o homem é livre mais perto está de Deus."
Jaspers

"O homem fala, o sábio cala, o tolo discute..."
Sabedoria Árabe

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Uso dos porquês

A palavra "porquê", conforme sua posição e seu significado na frase, aparece escrita de quatro maneiras distintas.
  • Por quê

Por quê = por qual motivo

É usado somente no fim da frase, antes de um ponto.

Exemplos:

Você está assim feliz por quê?

Ela está zangada, mas eu não sei por quê.

  • Porquê

O porquê = o motivo

Está substantivado e admite artigo ou pronome adjetivo.

Exemplos:

Não sei o porquê de teu entusiasmo.

O uso da palavra porquê parece complicado.

  • Porque

Porque = porquanto, por causa que

Quando dá uma explicação e pode ser usado em lugar de "por causa que"

Exemplos:

Sou feliz, porque me ouves.

Porque era distraído, riam dele.

  • Por que

Por que = por que motivo, pelo qual, o motivo pelo qual.

Exemplos:

Afinal chegou o dia por que tanto esperei.

Então por que não falas claramente?

Daí por que estamos tristes.

Informações extraídas do livro Português Instrumental, das autoras: Dileta Silveira Martins e Lúbia Scliar Zilberknop, editora Prodil, ano 1979.

domingo, 16 de agosto de 2009

Filosofia - Um exemplo da maiêutica de Sócrates

Ia Sócrates caminhando por uma rua de Atenas, quando diante de si passa correndo um homem. Atrás deste vinha um outro a correr, enquanto gritava:
- Pega! pega! É um assassino!
- Um assassino? Que é isto? - Sócrates pergunta ao que vinha gritando.
- Um assassino é um homem que mata, respondeu o outro.
- Ah! disse Sócrates, um magarefe, então.
- Oh! não - acrescentou a rir o primeiro - um homem que mata outro homem.
- Então é um carrasco - tornou Sócrates.
- Não, não, explica o outro, já um tanto impaciente - um homem que mata outro sem autorização da justiça.
- Compreendo. Um soldado.
- Senhor - procurou esclarecer o primeiro, visivelmente irritado - um assassino é um homem que mata outro homem, sem motivo, fora do tempo de guerra, que não fora condenado em nenhum tribunal e que estava em casa tranquilo, sem esperar por isto.
- Ah! sim, então é um médico - concluiu tranquilamente o filósofo, enquanto o outro se afastava, certo de que havia falado com um louco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A pena de morte no Ceará

A primeira execução que se se tem notícia, pelo menos historicamente, sobre a aplicação da pena de morte remonta do ano de 1632. Dois índios foram submetidos a enforcamento. Eram nativos educados em Amsterdã e atuavam como intérpretes dos holandeses. A execução, sumária e sem precedentes de formalização processual, foi autorizada por Domingos da Veiga Cabral, sobrinho e substituto de Martins Soares Moreno no governo da Capitania. Em tempos posteriores a pena de morte é encontrada em pleno desenvolvimento no Ceará, porém no início, com execuções realizadas em Pernambuco ou na Bahia. Dessa assertiva resta-nos a prova segundo a qual em data de 18 de outubro de 1804, chega a Sobral a cabeça (salgada) do réu Semeão de Freitas, que procedente de Pernambuco, retorna ao local do crime para satisfação justicialista junto à família da vítima.

Boletim de rádio

O Governo Federal está avançando na luta contra o crack. Uma das estratégias de tratamento dos usuários é a ampliação do número de CAPSad nos estados e municípios. Hoje, a Rede de Assistência do SUS conta com 1.700 unidades em todo o país e até 2014 serão mais 175.

Para essa informação alcançar um número significativo de pessoas, o Ministério da Saúde disponibiliza áudio, em MP3, com as principais informações sobre o Plano Integrado de Enfrentamento ao uso de Crack e outras Drogas. Sua participação como multiplicador é essencial. Solicitamos que ouça e veicule gratuitamente em sua rádio o flash: clique e baixe o áudio.