sábado, 2 de agosto de 2014

UMA CONCEPÇÃO DE DESTINO

Por Valério Pereira
Em outras oportunidades enfatizei o quanto somos subservientes a uma sucessão de acontecimentos que desembocam naturalmente, concebendo obscuramente o destino. Por uma ótica que relaciona tudo isso a uma possível ordem cósmica, somos motivados a questionar se podemos associar o destino com o futuro. O futuro é temporal, é o resultado de pretensões premeditadas. Já o destino é o resultado de situações enigmáticas, inesperadas, não projetadas, que seguem também o percurso do tempo, mas nos surpreendem com o espectro (fantasma) da fatalidade. Por exemplo, na realização de um casamento, o destino fica evidente quando um dia os dois se conheceram, namoraram e resolveram, no futuro, formalizar uma união matrimonial. Quem recebe mensalmente o salário, se programa naquele espaço em que antecede a data, vai ao banco e concretiza a operação. Isso é a inconteste e absoluta certeza de que o futuro projetado foi concretizado. Mas, se no dia do pagamento, aquele trabalhador for surpreendido com qualquer acontecimento imprevisto como, assalto, acidente no percurso da viagem etc. Aí sim, temos a presença decisiva do destino, porque tal episódio não foi arquitetado, portanto não fez parte de nenhum planejamento. Em sendo assim, podemos decodificar que podemos prever o futuro palpável sim, porém, devemos sempre precaver os sentimentos advindos do coração para aceitarmos com exaltação ou dor, as incertezas do destino.

FAZ-SE UNHAS OU FAZEM-SE UNHAS?

Começo fomentando uma sugestiva afirmação: Apesar de ser uma dádiva dada por Deus (natureza) e uma exponencial riqueza, nunca devemos confiar literalmente na nossa memória. Comumente ela nos trai, principalmente  naqueles momentos em que precisamos enfrentar os inesperados desafios da vida. Qualquer indivíduo, por mais profissional que seja, torna-se vunerável às suas travessuras. Faço todo esse "blá,blá,blá"  porque muitas vezes as pessoas dizem que não gostam de Português, por ser uma disciplina cheia de regras, de detalhes... porém se esquecem de colocar cotidianamente a memória em estimulada atuação. E o perigo fica iminente para a aquisição de uma complicação grave acometida normalmente na terceira idade, diagnosticada de  Alzheimer (perda irreversível da memória). Aqui no Brasil, as estatísticas mostram que a quantidade de habitantes que cursa ou conclui o Ensino Médio é considerável, e um assunto basicamente estudado são as vozes do verbo em relação à posição do sujeito. São elas:  ativa, passiva e reflexiva.  No caso  específico de FAZEM-SE UNHAS, predomina a  voz passiva sintética acompanhada do pronome SE(conceituado de Partícula Apassivadora). Na inversão absolutamente  correta temos UNHAS SÃO FEITAS. Esta é, sem dúvida a forma correta de se dizer e escrever, ao invés da forma indigesta, FAZ-SE UNHAS, vista em algumas placas, denotando completo desconhecimento de uma brilhante disciplina (Língua Portuguesa) que é repudiada por alguns pelo simples motivo de não quererem se esforçar no exercício persistente da memória.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ELEIÇÕES - A CONSCIÊNCIA DO VOTO

 Por Valério Pereira
Alertar o eleitor que cada voto sufragado e conquistado pelo candidato é motivo de muito suor derramado, tensão cardíaca e outras complicações, não é novidade. Isso porque esse voto é decisivo para o triunfo inexorável do poder econômico de cada candidato eleito. Diferentemente  do exercício do poder coletivo que é  resultado do espírito de abnegação e ajuda mútua, na promoção do bem comum.  A tensão é tão evidente que se transforma muitas vezes em desespero. E para comprovar o meu argumento, basta observar que os principais objetivos são desfocados na hora da apresentação de  consistentes estratégias e projetos. O que vemos é a troca direta de farpas, num total abandono dos princípios éticos. E é sempre assim, a avalanche de insultos, provocações,  sem priorizarem propostas inovadoras e impactantes. Fica evidente o princípio do faz e desfaz. Por exemplo, a ala governista criou o bolsa família se fundamentando na necessidade de amparar os mais carentes. Já muitos da oposição sugerem apenas inovar, sem apresentarem qualquer alternativa criativa que  arquitetem outros modelos mais avançados . Um outro aspecto a destacar é que poucos se atentam de que, no cenário eleitoral a formação de acordos com coligações não é  acontecimento decisivo para eleger ninguém sem a conquista sofrida do voto de cada eleitor. E os principais protagonistas  são (o candidato e o eleitor). Cabendo a este último a compreensão de que, na disputa pelas conquistas, sempre quem sai na vantagem é o candidato vitorioso que vai, prioritariamente em busca de seus próprios interesses pessoais, que são refletidos pelas três tentações humanas: riqueza, prestígio e poder. Não podemos esquecer que a evolução política no Brasil não apresenta um cenário que norteie a totalidade de eleitores  para fazerem um consciente julgamento, diante  de um  contexto cultural que só prevalece a troca de favores e as vantagens pessoais. E aqui é o ponto crucial e retrógrado da questão. Se não concordarem comigo basta observar se existe algum parlamentar que anda de ônibus, junto com seus eleitores, outro que coloca o filho para estudar em uma escola pública ou se vale de algum posto de saúde púbica. Os dois protagonistas esquecem que o exercício do voto promove o direito a uma relação de reciprocidade coletivamente profissional para que um ajude outrem. Porém  o que fica evidente é o quilométrico afastamento entre ambos que, somado com a falta de conhecimentos, sem sombra de dúvidas, fortalecem  o despreparo cultural e o exercício pleno da cidadania.

NATUREZA - Governo não prorrogará prazo para lei que extingue lixões

   NATUREZA
Governo não prorrogará prazo para lei que extingue lixões
Do G1, em Brasília
Cerca de 50 catadores ainda trabalhamo no lixão que será desativado
Lixão em desativação em Vilhena, em Rondônia
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta quinta-feira (31) que o governo federal não determinará a prorrogação do prazo para o início da aplicação da lei que proíbe o uso de lixões no país. Mais de metade dos municípios do país não tomaram as medidas necessárias para cumprir a determinação, que é conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos. O prazo de adequação é até este sábado (2).
A lei foi sancionada em 2010 e determina que as prefeituras deveriam ter concluído, até 2 agosto deste ano, a destinação adequada para o lixo que não possui qualquer possibilidade de reaproveitamento. Entre as medidas possíveis estão a construção de aterro sanitário ou a incineração com baixo impacto ambiental. Sem o cumprimento da lei, os municípios ficam sujeitos a multas e ações na Justiça por crime ambiental.
“O governo entende que o assunto é tão importante que não se trata de prorrogar prazo. A decisão é manter prazo e nos colocarmos à disposição do Congresso para manter o diálogo”, disse Izabella Teixeira. De acordo com a ministra, o governo federal irá se reunir, no próximo dia 22, com autoridades do Ministério Público Federal nos estados para decidir soluções para o caso de municípios que estão descumprindo a nova norma.
De acordo com Ministério do Meio Ambiente (MMA), somente 2.202 municípios, de um total de 5.570, estabeleceram medidas para garantir a destinação adequada do lixo que não pode ser reciclado ou usado em compostagem. Em alguns estados, como Roraima, o Ministério Público tem questionado as ações que estão sendo pelo governo local para o cumprimento da lei.
A ministra evitou falar que os municípios que não cumprem a lei estão em situação irregular. Eles correspondem a cerca de 60% do total do municípios do país, mas produzem o equivalente a aproximadamente 40% do volume de lixo, segundo o MMA. “Esses [mais de]  3.000 municípios estariam, não sei se irregulares. [Estariam] em situação de questionamento”, disse a ministra.
Recursos disponíveis
O MMA informou que nos últimos quatro anos foram disponibilizados R$ 1,2 bilhão para que estados e municípios realizassem o planejamento das ações e iniciassem medidas para se adequarem à nova legislação de resíduos sólidos. No entanto, segundo Izabella Teixeira, cerca de 50% foi efetivamente aplicado, devido ao que ela chamou de “dificuldades operacionais”.
A ministra explicou que, em alguns casos, municípios deixaram de acessar os recursos de investimento na aplicação da lei por terem não terem apresentado um projeto executivo. Em outras ocasiões, a liberação foi suspensa devido à má aplicação.
“São situações de incapacidade técnica de municípios, incapacidade de acessar recursos. Há situações, inclusive, que podem ser resolvidas entendendo melhor a integração dos planos municipais”, declarou Izabella. “O que temos visto é intenção de construir soluções. Há uma grande preocupação de prefeitos em resolver isso, porque ninguém quer ter problema ambiental”, completou.
Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, as autoridades que desobedecem as determinações previstas na norma ficam submetidas a punições previstas na lei de crimes ambientais, que inclui multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Atualmente, somente três estados possuem plano de resíduos sólidos: Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro. O ministério não divulgou o total de municípios que já têm o plano definido.

Morre no RJ o músico Zé Menezes, autor da trilha de 'Os trapalhões'







Músico instrumentista tinha 93 anos e estava internado em Teresópolis.
Ele ingressou na Rede Globo na década de 70 até se aposentar em 1992.



Zé Menezes (Foto: Divulgação/Site Zé Menezes)Zé Menezes ingressou, em 1970, na Orquestra da Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista (Foto: Divulgação/Site Zé Menezes)
Morreu na noite desta quinta-feira (31), aos 93 anos, em Teresópolis, Região Serrana do Rio, o músico instrumentista José Menezes de França, o Zé Menezes, como era chamado. Ele estava internado no Hospital São José e a causa da morte ainda não foi divulgada.
Zé Menezes foi diretor musical na Rede Globo, onde ingressou na década de 70. Ele é autor, entre várias trilhas sonoras e consagradas, do tema de abertura de Os Trapalhões e de vinhetas como do Chico City e Viva o Gordo.
Nascido em Jardim, cidade no interior do Ceará, começou a se interessar pela música ainda na infância. Ganhou fama no pequeno município apelidado por Zé do Cavaquinho quando tinha apenas 9 anos. Um ano antes foi convidado pelo maestro Arlindo Cruz para tocar profissionalmente em um cinema de Juazeiro. Aos 11 passou a integrar a Banda Municipal de Juazeiro.
Em 1943, aos 22 anos, Zé Menezes deixou o Ceará a convite do radialista César Ladeira que o ouviu tocar e o convenceu a seguir carreira no Rio de Janeiro, então ainda capital federal. Quatro anos mais tarde ele foi contratado pela Rádio Nacional.

Sua primeira canção gravada foi o samba “Nova Ilusão”, composta em parceria com Luiz Bittecourt, com quem assinou vários sucessos. Quem a gravou foi o grupo “Os Cariocas”. Da parceria com Bittencourt se destacam ainda o samba-canção “Mais uma ilusão”, os choros “Sereno”, “Comigo é assim” e “Seresteiro”.

O samba “Nova Ilusão” chegou a ser gravado em inglês por Billy Eckstine. Quem também gravou composições de Zé Menezes foi Tom Jobim, entre outros músicos consagrados.
Com mais de 80 anos, já nos anos 2000, Zé Menezes lançou o projeto ‘Zé Menezes – Autoral’, que contemplava a gravação de três CDs e o registro em CD-Room de seus acervo digitalizado, incluindo partituras e suas composições.

Boletim de rádio

O Governo Federal está avançando na luta contra o crack. Uma das estratégias de tratamento dos usuários é a ampliação do número de CAPSad nos estados e municípios. Hoje, a Rede de Assistência do SUS conta com 1.700 unidades em todo o país e até 2014 serão mais 175.

Para essa informação alcançar um número significativo de pessoas, o Ministério da Saúde disponibiliza áudio, em MP3, com as principais informações sobre o Plano Integrado de Enfrentamento ao uso de Crack e outras Drogas. Sua participação como multiplicador é essencial. Solicitamos que ouça e veicule gratuitamente em sua rádio o flash: clique e baixe o áudio.