quinta-feira, 16 de julho de 2009

Superlativo Sintético dos adjetivos terminados em "IO"

Todo adjetivo terminado em "IO" forma o superlativo sintético com dois (ii). Com exceção se o"IO" vier antecedido da vogal "E"


Exemplos
Só com um i
  • Cheio - cheíssimo
  • Feio - feíssimo

Com dois ii

  • Sério - seriíssimo
  • Primário - primariíssimo
  • Necessário - necessariíssimo

O outro brinquedo assassino

É comum no período das férias escolares crianças e jovens brincarem com pipas. Mas é preciso a conscientização de que não se deve usar o cerol. Os pais e responsáveis devem redobrar a fiscalização porque muitos acidentes vêm acontecendo ao longo do tempo ao ponto de as autoridades de segurança de algumas regiões proibirem terminantemente o uso desse brinquedo. Como ninguém aqui do Ceará tomou qualquer atitude, é preciso que os motoqueiros e ciclistas, principlamente, tomem o máximo cuidado.

sábado, 11 de julho de 2009

PROMETEU E OS CRIMES DE ACORRENTAMENTO

Seguindo a trilha da Teogonia nos deparamos com a lendária história do titã Prometeu, filho de Jápeto, da ninfa dos mares, Climena; e irmão de Atlas. Ele foi severamente punido pela indignação de Zeus (na Mitologia grega), Júpiter (na Mitologia romana), depois de ser ordenado a fabricar a humanidade de barro e água. O plano do deus dos deuses era deixar os homens na animalidade e substituí-los por outra espécie que seria obra de sua criação. Porém, Prometeu se apiedando dos homens, num ato de bravura e coragem, desobedece ao deus, rouba o fogo celeste e os oferece, presenteando-os com o dom da razão e da ciência.
A lenda conta ainda que Zeus impede a fomentação da raça humana, sem sucesso, e, por isso sentencia que acorrentem Prometeu a um rochedo, onde voraz ave de rapina, provavelmente um abutre, lhe bicava o fígado. O órgão era roído de dia e se recomporia à noite. Os crimes de acorrentamento são lendários e seculares ao longo da história e ainda hoje acontecem. De quando em vez a imprensa noticia casos de agressões e violência doméstica, tendo como arma pesadas correntes a fim de imobilizarem a vítima mantendo-a em cárcere privado
Estabelecendo um paralelo sobre a lenda de Prometeu e os acontecimentos de agora, Zeus usou como prerrogativa o poder divino o senso de justiça como retaliação. Ao que tudo indica, Ele não agiu arbitrariamente porque era superior a tudo e a todos, inclusive a Prometeu que o havia desafiado. Afinal tratava-se do deus dos deuses, portanto, "a priori" não houve crime pelas leis dos homens. No entanto, os acorrentamentos de agora precisam ser literalmente punidos na prevalência do artigo 129 do Código Penal Brasileiro que prevê rigor por lesão corporal de natureza grave e tortura.
Quanto a Prometeu, não conseguimos detectar se Zeus o perdoou, mas o seu final foi feliz. O gigante Hércules apareceu heroicamente e sua defesa, o libertou e exterminou a ave de rapina.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Orientações gramaticais

  • Grátis?
  • Gratuito?
  • De graça?
  • grátis (é um advérbio) - tem o sentido de gratuitamente, de graça... e só deve ser usado para modificar um verbo.

Exemplos: Receba grátis em sua casa.

Estacione aqui, grátis.

Policiais entram, grátis, em sala de espetáculo.

gratuito (é um adjetivo) - e deve ser usado para modificar um substantivo.

significa feito ou dado de graça ou espontaneamente.

Exemplos: Entrada gratuita

Ensino gratuito

Estacionamento gratuito

O Evangelho de Judas Iscariotes

A Profecia: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: um virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamará Emanuel" (Is 7,14). Nos relatos dos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, textos considerados canônicos (livros de inspiração divina que contêm normas de fé) muitos estudiosos têm-se debruçado na tentativa de elucidar através de investigações mais consistentes o que há de dúvidas sobre a vida de Jesus. Estudos bíblicos recentes vêm submetendo tais textos a uma criteriosa releitura, além da significativa contribuição de modernos recursos da Arqueologia e da Antropologia. Todos esses elementos municiarão, ao longo da História, o que há por trás de pontos e contrapontos que inquietam leigos e até exegéticos. Os paradoxos são notáveis desde as narrativas do nascimento, da sua relação com a sociedade, com os apóstolos, inclusive Judas, e com a própria família que, por uma análise bem minuciosa, detecta-se que não foi muito amistosa. "Quando os seus souberam, saíram para reter; diziam: Ele está fora de si." (Mc 3,21). No que se refere ao nascimento, Mateus declara que quem recebe o aviso é José (1, 20-22), Já em Lucas o anjo anuncia a Maria (1, 31-34). Outro trecho narrado em desacordo é com relação à sua profissão. Em Marcos, é ele o carpinteiro: "De onde lhe vem tudo isso? (...) Não é este o carpinteiro, o filho de Maria?" (6,3-4). Em Mateus, no mesmo episódio, o carpinteiro é José: "Não é ele o filho do carpinteiro?" (13,55). Em Mateus, o menino recém-nascido é visitado por reis magos (2,1). A tradição popular diz que foram reis. Não se sabe. Deveriam ser sábios, astrônomos ou astrólogos. Já em Lucas quem o visita são os pastores (2, 15).
Se levarmos em consideração o enigmático, o obscuro, o que há de misterioso em relação a Jesus, a curiosidade avança ao sabermos que muito mais ele fez perante seus discípulos e que não ficou registrado para a memória perpétua de futuras gerações. "Muitas outras coisas fez Jesus na presença dos seus discípulos, e que se fossem escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam." (Jo 30 -31).
Os livros apócrifos não são considerados (pela igreja) inspirados por Deus. Em contrapartida encontram certa autoridade para explicar algumas passagens bíblicas, mesmo acusados de heresia. O impasse continua até com relação aos canônicos, em virtude de terem sido escritos a uma distância de quarenta e setenta anos da morte do Mestre por autores que possivelmente não foram testemunhas de primeira mão, de sua vida. Tudo isso focalizado por um perfil histórico, inquieta os adeptos, mas se a abordagem for teologica, a fé é predominante.
Sobre o Evangelho de Judas, um manuscrito encadernado em couro, de vinte e seis páginas de papiro, escrito em dialeto egípcio copta. Acredita-se que tenha sido copiado por volta do ano 300 d. C. no deserto de El-Miniya. É importante portanto apreciarmos a importância das ações do bispo Irineu de Lyon (130 - 202 d. C.) que escreveu a obra "Contra as Heresias" por volta do ano 180, na qual ele critica a essência do gnosticismo. Os gnósticos acreditavam que o mundo material e o corpo humano tinham sido criados por divindades inferiores e malévolas e achavam que só a busca da sabedoria esotérica ajudaria a libertar alguns poucos eleitos da escravidão do corpo. Uma das doutrinas de uma certa seita de gnósticos adotada por Maomé defende a tese de que Jesus era um simples homem, e que o filho de Deus desceu sobre ele no batismo e o abandonou durante a Paixão.
Não encontramos nenhum relato nos livros canônicos que não refutem as atitudes de Judas. Jesus foi bem claro ao asseverar na última ceia. "Ai daquele por quem será entregue. Melhor fora que tal homem não tivesse nascido." (Mt 26,24). Outros que não foram poupados da concupiscência do pecado foram os superiores de Pilatos no seguinte diálogo: "Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? - e Jesus responde: "Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entrega a ti tem pecado maior." (Jo 19,10-11).
Judas pertencia a um grupo de fariseus chamado zelotas e a origem do seu nome é muito obscura. Acredita-se que Iscariotes pode siginificar que ele fosse de Kariot (Mt 10,4), foco da ação zelota, ou viria da expressão aramaica Isk kariot, que quer dizer "O homem que leva o punhal". "Judas subordinou a sua liberdade pela volúpia do ter e ter muito." (Francisco Lima, Judas: Inocente ou culpado? Jornal O POVO, 1989: pág. 06).
Com base no Evangelho de Judas, uma produção apócrifa, ele recebeu instruções secretas de Cristo e a ordem para traí-lo. "Mas a todos excederás e sacrificarás o homem que me veste." O teor da frase justifica a essência gnosticista. Para eles era uma indginação considerar que o filho de Deus houvesse nascido, ter sido criança e, sobretudo ter morrido na cruz. Tudo que a acoteceu foi com o homem Jesus e não com o Divino filho de Deus. Seguindo o pensamento de estudiosos do gnosticismo, é a traição que permitirá que Jesus se liberte do seu lado mortal e realize sua missão. Permanecemos então na dissonância dos conteúdos dos textos, porque são sacramentados documentos de contextos divergentes e suceptíveis de fecundos e eternos estudos e questionamentos.

Boletim de rádio

O Governo Federal está avançando na luta contra o crack. Uma das estratégias de tratamento dos usuários é a ampliação do número de CAPSad nos estados e municípios. Hoje, a Rede de Assistência do SUS conta com 1.700 unidades em todo o país e até 2014 serão mais 175.

Para essa informação alcançar um número significativo de pessoas, o Ministério da Saúde disponibiliza áudio, em MP3, com as principais informações sobre o Plano Integrado de Enfrentamento ao uso de Crack e outras Drogas. Sua participação como multiplicador é essencial. Solicitamos que ouça e veicule gratuitamente em sua rádio o flash: clique e baixe o áudio.